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domingo, 13 de setembro de 2015

Don’t let me be the last to know, um ar de amor tropical

Oi pessoal



Não é da Britney que eu vou falar, mas sim de uma música dela, aliás, do clipe dessa música: Don’t let me be the last to know.


Por mais que alguém não goste da cantora, não há como negar que a voz dela e suas músicas são bem sensuais e essa que mencionei não foge a regra. A letra da música fala de um casal que ainda não começaram um relacionamento sério, mas que um ainda não tem coragem de dizer ao outro que se gostam. Assim os amigos dela já sabem que ele está afim, mas que ela precisa ouvir isso dele para acreditar.



O clipe é sensualidade pura e eu só fui assistir muitos anos depois que a música surgiu. Naquela época não era fácil o acesso aos vídeos como hoje em dia e eu não tinha TV por assinatura em casa. Felizmente hoje é tudo diferente e existe o youtube.


Já tem um tempo que assisti o clipe, que por sinal foi bastante inspirador. Digo isso porque ele foi bem feito, além de ser bastante feliz com a proposta de um ar tropical e romance na praia. Assim os elementos como a casa rústica de palha e bambu, a natureza, noite com fogueira e o modelo maravilhoso.






Noites de verão são relacionadas pelos americanos como algo bem sensual. Eu sempre fui uma pessoa de gostar de frio, pinheiros, montanhas e Europa. No entanto depois de um tempo eu passei também a gostar de praia após alguns filmes com essa temática e também por conta desse clip. No entanto essa minha relação com o ar tropical não é bem com a “brasilidade”, mas sim com algo mais americanizado e australiano. Como já disse uma vez eu não gosto da cultura nacional. Essas temáticas tem servido de influência para alguns desenhos meus com conotação mais erótica.






Esse vídeo foi gravado em Key Biscane na Flórida e com boa repercussão na MTV. A cantora está com um biquíni branco e short jeans, seus cabelos com mechas e mais solto lembrando um aspecto de verão mesmo. O casal aparece em rede, na casa de praia, no mar e em frente a fogueira. Há muitos momentos de carícias e a gente fica torcendo pra ver logo os dois mandando ver, até porque aquele modelo francês, Brice Durand, é maravilhoso!






O lançamento deste clipe estava previsto para fevereiro 2001, mas Justin Timberlake, que na época era o namorado da cantora teve ciúme, também a mãe da cantora achou que tinha muita conotação sexual. Assim foi adiado para um mês depois. 






quinta-feira, 2 de abril de 2015

Eu amava a Débora Blando quando criança




Se tinha uma pessoa que eu achava perfeita quando eu era criança era a Deborah Blando. Aquele cabelo loiro, branquelona, olhos super azuis, um álbum com temática sereística, bolhas, voz suave fez com que eu passasse a gostar mais ainda de sereias, aquele terceiro olho que era moda nos anos 90, cabelos loiros e roupas azuis. Tudo pra mim tinha que ser azul, que passou a ser minha cor favorita durante muitos anos. Sério, até raiva da cor vermelha eu tinha por tanto amor ao azul. Sim gente, criança tem dessas coisas. E aquele esmalte azul bem clarinho?! Ah, me lembro que minha prima me subornou por conta desse esmalte. Queria que eu fosse ficar acordada até tarde. Se eu ficasse ela me daria um esmalte que era igual ao da Deborah Blando. Fiquei acordada até mais tarde e ganhei o esmalte. Quando cheguei em casa deixei o vidro cair no chão e quebrar. Desde criança tomando manta.



A música Unicamente (primeira faixa) era tema da protagonista da novela. Para uma criança de 7 anos ouvir uma música falando de sereias e Era das águas era sensacional. Uma música de adulto com um tema aparentemente infantil. Hoje sei que é uma música para Iemanjá, o que não deixa de ser bom tema. Até que vi esse CD na casa da minha prima. Aquelas fotos do encarte, as bolhas, aiii, tudo que tinha nele era um sonho. Insisti para minha mãe comprar. Foi com certeza um dos meus primeiros tesourinhos.



As músicas da Débora Blando geralmente são feitas para novelas. Na verdade músicas bem fracas e algumas músicas que não tinham nenhuma intensão de serem bregas, mas que acabavam sendo. Algumas até hoje eu escuto e gosto. Mesmo as músicas desse álbum não sendo nada de interessante (tirando umas 3 ou 4 músicas) eu o considero com carinho por ser um dos primeiros tesourinhos (com gosto de infância por sinal).



A Deborah Blando é uma cantora italiana nascida em 1969, filha de um italiano e mãe brasileira com ascendência ucraniana). Ainda nova veio morar no Brasil. De modo geral podemos dizer que ela é uma dessas cidadãs do mundo. Onde em entrevistas ela as vezes até se perde em alguns termos, procurando uma tradução do inglês. Ela tem um sutaque discreto. Assim suas músicas são gravadas em português, inglês ou italiano sua língua natal. Tenho certeza que a xuxa já deve ter dado uns craus nela.



Unicamente foi quando o sucesso estourou, porém logo a cantora sumiu por conta de transtorno bipolar e vício em drogas. Ficou um tempo fora da mídia e passou por tratamentos e busca de novos horizontes, onde ela acabou conhecendo o budismo e se encontrado por meio dele. Na entrevista com a Marília Gabriela ela disse que pensava em virar monja budista. Em 2012 ela voltou para os palcos, mas com moderado sucesso. Ainda não cheguei a ouvir.




Algumas músicas dela eram bem sensuais, como caso de Última história e Gata 

total música de strip,tá aí uma pro namorado!



Por mais que o pessoal fala que ela é brega e que suas músicas são uns lixos comerciais, eu gosto dela. Eu queria ser amiga dela, sei la, ela é autêntica, mente aberta, procura novas experiências, culturas e religiões. Aparenta ser uma pessoa muito agradável.




Fiz essa postagem porque de fato algumas músicas e o encarte do CD influenciaram muito das coisas que eu desenhava e gostava. O lance de toda a beleza que eu via nas fotos sem dúvida reflete um pouco parte do meu interior de muitos invernos atrás. É por isso que eu fiz hoje essa postagem.