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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Safira azul

Oi pessoal!



A safira é uma variedade da forma monocristalina de óxido de alumínio (Al2O3), um mineral chamado coríndon. Pode ser encontrada na natureza sob a forma de gemas ou produzida de forma sintética para uma infinidade de aplicações.

É dado o nome Safira a qualquer variedade de coríndon de qualidade gemológica que não seja de cor vermelha. Pode ser incolor (safira branca ou leucossafira), azul (devida, em parte, ao ferro), púrpura, dourada ou rósea, entre outras. As cores devem-se à presença de cobalto, cromo, titânio ou ferro. A safira azul, ao filtro de Chelsea, fica de cinza a preta.
Quando a cor não é especificada, o termo safira refere-se à variedade azul. As safiras cor-de-rosa, amarelas, verdes, brancas e multi-coloridas são frequentemente menos valorizadas do que a variedade azul de mesma qualidade e tamanho. No entanto, a safira cor-de-rosa/alaranjada, designada por Padparacha ou Padparadja, é altamente valiosa. Há também safiras que mudam de cor, apresentando uma cor azul sob a luz do sol e uma cor púrpura sob a luz artificial. Esta variedade de cores deve-se às impurezas na safira. A safira pura é transparente. Traços de ferro e titânio dão a coloração azulada.



Na lapidação, a safira deve ter a mesa perpendicular ao eixo principal. Se não for lapidada em cabuchão, deve ter formato retangular, oval ou retangular com cantos cortados.

Safiras e rubis de qualidade gemológica podem ser facilmente produzidos em laboratório, a baixo custo. As composições química e física são idênticas às das gemas naturais correspondentes. Isso é um tipo de coisa que eu realmente não sabia que podia fazer. Desculpem minha ignorância.

É produzida principalmente no Sri Lanka. Outros produtores são Myanmar, Tailândia, Vietnam), Turquestão, Índia, Quênia, Tanzânia, Estados Unidos e Austrália. As melhores safiras vêm da Índia, da vila de Soomjam, mas as jazidas estão praticamente esgotadas. Ótimas gemas vêm de Myanmar (Ratnapura) e as maiores, da Austrália. O Brasil é um fraco produtor, existindo apenas no Mato Grosso, Goiás, Minas e Santa Catarina.



A Safira tem a serenidade, a quietude sem fim e a calma do panorama visto do topo de uma montanha. Você pode se expor à sua influência tranquilizante e deixar que a distração e a negatividade se afastem. Ela pode ajudar a descobrir a melhor maneira de contemplar a paz da existência. Diminui as tensões e alinha os planos físico, mental e espiritual.

A Safira pode ser uma pedra importante para aqueles que sofrem de confusão mental ou depressão, para aqueles envolvidos em situações que fogem a seu controle, ou ainda para as pessoas que têm problemas de concentração. Ela é útil para a meditação.



As doenças ou as enfermidades são muitas vezes o resultado de um desequilíbrio do organismo. Esta pedra contribui para restaurar o equilíbrio perdido, através de sua habilidade para diminuir o stress e a tensão. A utilização da gema para remover todas as impurezas ou corpos estranhos dos olhos foi notada por Albertus Magnus, que descreveu seu emprego com esse propósito. Ele acrescentou água fria tanto antes quanto depois da operação.
O método adequado de aplicação da Safira para curar tumores devido à peste está consideravelmente detalhado por Von Helmont. Uma gema de cor firme e profunda deveria ser selecionada e esfregada gentilmente ao redor do tumor pestilento. Durante e imediatamente após essa operação, o paciente sentiria pequeno alívio, porém se estivesse num estágio muito avançado, apareceriam sintomas favoráveis um bom tempo depois de retirada da pedra. Essa habilidade era atribuída à força magnética da Safira, força esta que, mesmo com a ausência da gema, continuava a extrair “a virulência da peste e o veneno contagioso da parte infectada”.



Darmigeron assinala que a Safira é uma pedra digna de reis e confirma que os monarcas a usavam ao redor do pescoço como uma defesa poderosa contra quaisquer males. Dizia-se que ela preservava seu usuário da inveja e também atraía a presença divina.

O bispo de Rennes, no século XII, desprendeu orações à Safira e recomendou seu uso em anéis. Naquela época a pedra era a preferida em anéis eclesiásticos, devido à sua afinidade com o céu.

A Safira é sugerida para Gêmeos, Virgem, Libra, Touro e Capricórnio e é recomendada para curadores e pessoas envolvidas em atividades mentais.




A safira azul representa cursos como Administração, Engenharias, Psicologia, Matemática, Publicidade, Artes Plásticas, Arquitetura e Sistemas de Informação, e simboliza o equilíbrio entre a mente e o corpo, assegurando otimismo, paz e tranquilidade. Ela então será a pedra do meu anel de formatura, servindo então para meus dois cursos: Artes Plásticas e Arquitetura.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Madrepérola ou nácar

Oi pessoal!



Nós, as sereias amamos os tesourinhos do mar e um deles é a madrepérola, aquelas conchas  furta cor que são muito utilizadas em bijuterias, decoração, mobiliário, armas, instrumentos musicais e em qualquer coisa por aí. Umas são mais brilhosas e coloridas do que outras.



A madrepérola ou nácar na verdade é uma substância produzida por alguns moluscos. Ele é uma substância dura, irisada, rica em cálcio e está no interior das conchas, que é liberado por como uma reação a um corpo estranho que tenha entrado na membrana epitelial. O corpo estranho causa irritação ao animal, que passa a liberar essa secreção isolada para calcificação similar a parte interna da concha, formando uma pérola cujo tamanho varia de acordo com o tempo de resistência do corpo estranho no animal e das condições climáticas do meio ambiente. Ela recebe esse nome de madrepérola (mãe da pérola) justamente por ser uma concha que tem a mesma substância das pérolas.




As ostras que produzem a madrepérola são as bivalves. É no oceano Pacífico que são encontradas as maiores peças sendo então transportada para o mundo todo. Assim sua “produção” é bem comum na Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos e Filipinas.


No Brasil as ostras com as melhores “peças” estão no sul da Ilha de Marajó, onde a madrepérola é mais espessa e com cerca de 10 cm e forma alongada. É comum também encontrar pérolas de boa qualidade na região.




Por ser irisada ela pode refletir muitas cores, podendo variar do rosa, amarelo, ocre, prata, azul e verde.


Na cultura das bodas, aos trinta anos de casado o casal comemora as bodas de nácar.



Para os gregos, a deusa Vênus nasceu dentro de uma concha madrepérola tendo sido criada pelas espumas do mar.


As Bruxas na Europa utilizam mais a madrepérola do que o próprio cristal. A energia e o poder dela se ativa facilmente ao contato com a água, acelerando o resultado na magia. A tradição na bruxaria consiste em ter no altar uma madrepérola para que nunca falte prosperidade em qualquer que seja a magia realizada.





Sua energia é a receptividade e poderes de proteção e riqueza. Está relacionada ao planeta Netuno e também à Lua. Ela também é associada à prata, água e a Akasha (energia universal). No misticismo ela atrai dinheiro e riqueza.



Dizem que é preciso tomar certos cuidados com madrepérolas e pérolas. Elas são materiais orgânicos e deve-se evitar de guarda-las em locais fechados onde a peça não respira e nem onde há calor excessivo. Já li também que não é bom guardar em locais úmidos, embora eu ache que isso não faz sentido já que o próprio molusco vive na água e tem a pele úmida.


Imagina que coisa mais linda um banheiro com partilhas de madrepérola!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Flor de lótus

Oi pessoal!




Nelumbo nucifera é uma planta aquática de gênero Nelumbo, conhecida popularmente como lótus ou flor de lótus. Ela é nativa da Ásia, habitante de cursos de água calmas ou lagoas de água doce, vivendo a pouca profundidade. É enraizada no fundo lodoso por um rizoma vigoroso, do qual partem grandes folhas arredondadas, sustentadas acima do espelho de água por longos pecíolos. Produz belas flores rosadas, azuis ou brancas, grandes e com muitas pétalas. É conhecida pela longevidade das suas sementes, que podem germinar após 13 séculos.



As flores, as sementes, folhas e raízes são comestíveis. Na Ásia, suas pétalas são empregadas como enfeites, enquanto suas largas folhas são utilizadas para embrulhar comida. São ingredientes usados em sopas e frituras. Pétalas, folhas, e rizomas podem também ser comidos crus, mas com risco de transmissão de parasitas. Portanto, é recomendado que sejam cozidas antes de serem consumidas. A planta é consumida também como chá por possuir qualidades terapêuticas que vão desde a cura de doenças renais e pulmonares até o combate do estresse e insônia, segundo a medicina chinesa.





Ela é considerada sagrada e um dos símbolos mais antigos que existe. Nos ensinamentos do budismo e hinduísmo, ela simboliza o nascimento divino, o crescimento espiritual e a pureza do coração e da mente. Seu significado começa em suas raízes, já que são fundamentadas em meio à lama e ao lodo de lagoas e lagos. O lótus vai subindo à superfície para florescer com notável beleza. O simbolismo está especialmente nesta capacidade de enfrentar a escuridão e sujeira , assim floresce limpa, bonita e especial.



Quando chega a noite as pétalas da flor se fecham e a flor mergulha debaixo d’água. Antes de amanhecer, ela levanta-se das profundezas novamente, até ressurgir novamente à superfície, onde abre suas pétalas novamente. Por causa desse ritualismo, os egípcios antigos associavam a flor de lótus com o deus do sol Ra, porque a flor se fecha durante a noite e se abre todas as manhãs com o ressurgimento do sol.



Suas pétalas conseguem repelir microrganismos e poeiras. A água lodosa que acolhe a planta é associada ao apego e aos desejos carnais e a flor que desabrocha sobre a água em busca de luz é a promessa de pureza e elevação espiritual.


É simbolicamente associada à figura de Buda e aos seus ensinamentos e segundo uma lenda, quando Buda deus seus primeiros passos, em todos os lugares onde pisou, flores de lótus desabrocharam. Não é raro encontrarmos figuras de Buda e outras divindades, sentadas sobre uma flor de lótus durante o ato de meditação.


A semente de lótus é representante da perfeição inerente já formada dentro de cada ser vivo. As sementes também simbolizam longevidade, já que podem germinar mesmo após milênios.





É difícil encontrar um país da Ásia onde o lótus não seja considerada sagrada. Ela está bem presente na mitologia oriental, especialmente na cultura indiana, egípcia, chinesa e japonesa, onde esta flor é extremamente admirada e representada.


A flor de Lótus é uma planta sagrada no Egito Antigo, onde é retratada no interior das pirâmides e nos antigos palácios do Egito. Segundo uma lenda, é relacionada à criação do mundo e o umbigo do Deus Vishnu, onde teria nascido uma brilhante flor de lótus e desta teria surgido outra divindade, o Brahma, o criador do cosmo e dos homens.




O egípcios também associavam a flor azul à sexualidade e origem da vida, assim era embebida no vinho nas comemorações e orgias. Eles apreciavam a flor não apenas pelo seu cheiro agradável, mas também pelas suas qualidades curativas.


Seus efeitos são afrodisíacos, eufóricos e relaxantes, despertando a libido, aumentando o desejo sexual e a sensibilidade, tornando-se ligeiramente ébrios em doses mais altas, podendo até ser alucinógeno. Pode-se preparar como infusão quente adicionando 5 gramas em água quente(sem ferver). E para uma bebida tradicional egípcia, mistura-se 10 a 15 gramas em uma garrafa de vinho deixando descansar por 10 a 20 dias. Ela também pode ser fumada com tabaco.





Eu não dizer nada a respeito dos efeitos afrodisíacos e tão pouco consumi a planta. Não sei se ela funciona mais para os homens ou para ambos quando se trata de aumentar a libido. 


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Aquamarine - pedra


Oi pessoal!


Uma vez um amigo me perguntou qual era minha pedra favorita. Eu ainda não sei a resposta. É difícil escolher UMA unidade. No entanto posso garantir que a aquamarine é uma das minhas pedras favoritas e com certeza um dos meus planos é comprar uma joia com ela ou até mesmo a própria pedra.


A pedra é símbolo da felicidade e da juventude eterna em que Netuno decidiu doar como forma de presente para as sereias e aos seres do mar, assim sendo é associada ás águas. Muitos acreditam que ela protege os marinheiros e viajantes das águas. Também é dado a ela a crença de ter poderes curativos, em especial doença nos olhos, estômago, problemas respiratórios e trazer tranquilidade. Também fortalece os órgãos purificadores como o fígado, o baço, a tireóide e os rins.

Ela é a pedra dos videntes, já que trás clareza de espírito. Possui-la trás generosidade, verdade e proteção para a família e amigos. Além de trazer a paz e felicidade nos relacionamentos de amizade.


A aquamarine ou água marinha pertence a família do berilo azul, é próxima a esmeralda. Suas jazidas estão no Colorado (Estados Unidos). No Brasil é possível encontrar em Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Rondônia e Rio Grande do Norte, onde estão as melhores do país. Muitas gemas foram dadas à rainha da Inglaterra quando ela esteve aqui. As maiores estão em Minas Gerais na cidade de Marambaia e a mais pesada tinha 110 kg, chegava a ter 48 cm de comprimento e 42 cm de diâmetro. Ela pode ser encontrada também no México, Rússia e Índia.


As cores podem variar do azul claro, azul esverdeado e raramente aos tons escuros.

A Água-Marinha é uma boa pedra para professores, vereadores, quiropráticos, engenheiros genéticos e conferencistas, digo isso para quem tem vontade de fazer anéis de formatura.

Ela é a pedra dos signos Aquário, Peixes, Touro, Libra e Escorpião e seu tipo de energia é espiritual.

O engraçado é que eu sempre tive uma forte ligação com sereias e meu orixá é Iemanjá, por sinal a pedra de Iemanjá é qual? A aquamarine!
 









 

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Amanita muscaria

Oi pessoal



Vamos falar um pouco daquele cogumelo vermelho com bolinhas brancas que a gente vê nos desenhos animados, a amanita muscária, que significa o agário das moscas. Esse cogumelo é bastante comum no hemisfério norte, assim na América do Norte e Europa. Ele cresce em árvores, em especial pinheiros, abeto, eucaliptos, salgueiros e vidoeiro. Ele tem esse nome porque em muitas culturas usavam ele misturado no leite para afastar moscas. Esse cogumelo é venenoso e contém psicoativos se for tomado em determinadas quantidades. 


Sua capa pode variar de 5 a 30cm de diâmetro e sua cor pode variar do vermelho mais aberto ao mais escuro

Também foi e ainda é utilizado em muitas culturas, assim eu achei um breve histórico dele:


10.000-0 AC: O livro Rig Veda, que é uma série de histórias de encantamentos da Índia, menciona uma substância mágica chamado Soma. Em 1968, foi publicado por R. Gordon Wasson um livro chamado “Soma: O Cogumelo Divino da Imortalidade” tratando da amanita muscária. 

4000 AC: Textos foram escritos falando que a amanita muscária tem efeitos tóxicos. 

2000-1000 AC: Na Sibéria o cogumelo também era utilizado. A região do rio Pegtymel é hoje em dia habitada pela cultura Chukchi, conhecida por ter usado a amanita como substância entorpecente. 

100 DC: Uma estatueta de 7,5 cm de amanita foi encontrada em Nayarit, no México, que sugere que o cogumelo pode ter sido usado no litoral mexicano. Foram também encontradas outras esculturas na América Central e América do Sul, provavelmente  representam o uso em rituais.

0-1800 DC: Alguns historiadores escandinavos acreditam que os guerreiros vikings Bezerks ingeriam a amanita muscária antes das batalhas.

1658 DC: Um prisioneiro de guerra polaco escreveu sobre uma cultura do oeste siberiano, os Ob-Ugrian Ostyak, da região Irtysh, que eles consumiam amanitas e por isso ficam mais embriagados que com vodka, e para eles essa é a melhor festa.  Isso foi escrito no livro "Diary of Muscovite Captivity", de Kamiensky Dluzyk, publicado em 1874, página 382.

1730: Um coronel sueco, Filip Johann von Strahlenberg, que passou 12 anos na Sibéria como prisioneiro de guerra, escreveu o livro "An Historico-Geographical Description of the North and Eastern Parts of Europe and Asia", que inclui uma descrição detalhada da prática de ingestão da urina daqueles que comeram os cogumelos, de modo a reciclar os  psicoativos.

1960-1965: O uso da amanita muscária aparece nas subculturas americanas e europeias, mas permanece raro pois muitos utilizadores reportam que os efeitos são desagradáveis.




Os constituintes etnogênicos da amanita são: ácido ibotênico,  muscazona e o  muscimol, que provavelmente é o principal intoxicante. Após a ingestão, uma pequena quantidade de ácido ibotênico descarboxila em muscimol, o que produz a intoxicação. Tomado oralmente, o ácido ibotênico é enteogenicamente ativo com 50-100 mg. Tomado oralmente, o muscimol apresenta atividade com 10-15 mg.



Segundo relatos, os efeitos são distintamente diferentes dos da psilocibina, do LSD, ou da mescalina. Podem acontecer movimentos ondulantes na visão, movimento nos objetos inanimados, alucinações auditivas e uma sensação de estabilidade, confusão mental, descontrole na noção de espaço e tempo, pupilas dilatadas, sonolência, clareza mental, euforia, e alterações sensórias e alterações no paladar. Náuseas também são comuns, assim como salivação e transpiração maior. Alguns afirmam que seus efeitos positivos aparecem na segunda ou terceira vez que usam. Alguns testemunhos dizem  que os efeitos variam em três estádios diferentes, sendo que numa primeira fase surgem as náuseas e a má disposição, ou seja, os efeitos ao nível do próprio corpo; numa segunda fase o sujeito fica criativo e pensativo.  Na terceira e última fase predominam os efeitos psicodélicos da substância. Ainda segundo alguns testemunhos, o individuo só sente realmente os malefícios da substância após dois dias de consumo, como dores no estômago. 


Muitos efeitos são inesperados, ao ingerir pode acontecer sensações boas e ruins, portanto não é um uso seguro. Para que o ácido ibotênico se transforme em muscimol, é preciso fazer a secagem do cogumelo, assim a substancia é potencializada em 5 a 6 vezes, o que reduz os efeitos prejudiciais. Alguns usuários afirmam que as amanitas muscarias da Europa são melhores que os dos Estados unidos.


Seu uso sagrado é usado tradicionalmente por xamãs para tratamentos espirituais e físicos. Os consumidores ocidentais relatam uma analgesia significativa como um dos principais efeitos de sua ingestão. Segundo a sabedoria do povo Kamchatkan da Rússia, três pedaços pequenos do fungo ao serem comidos curam dores de garganta. Estes cogumelos são normalmente comidos. Sua secagem é muito importante, mas se já foram secados há alguns meses perdem alguma potência. O fumo pode ter resultados satisfatórios produzindo efeito mais rápido, porém menos forte. Pode ser consumido com água quente, deixando a água quase ferver, sem borbulhar, a cerca de 190 graus, e juntar-lhe os cogumelos. Deixa-os cozer na água durante cerca de meia-hora, e depois consome a água e os cogumelos. 



Ela é um dos enteógenos mais antigos. É por ela que os xamãs faziam curas, profecias, invocação de espíritos, comunicação com antepassados e percepção da imortalidade divina e proporcionar visões e introvisões de profundo significado. Assim com o SOMA (na Índia) o povo tinha contato direto com as divindades, alcançando assim, a Iluminação espiritual. Os xamãs siberianos guardavam e consumiam a própria urina para ser bebida no inverno, quando não dispunham do cogumelo.


5 gramas ou menos de cogumelos secos é um bom ponto de partida, que pode ser gradualmente aumentado de acordo o desejo do usuário. Considera-se que uma dose normal são 5 - 10 gramas (1 - 3 cabeças médias) e uma dose forte 10 - 30 gramas (2 - 6 cabeças médias). Normalmente os primeiros efeitos podem sentir-se durante a primeira meia-hora e variam de pessoa para pessoa, mas o aumento da dose é aconselhável apenas quando se atinge a totalidade dos efeitos, cerca de 2 horas após a ingestão. A duração do efeito total é de 4 a 10 horas.


Alguns dizem que a Amanita Muscaria é na verdade fruto de muitas lendas, pois mesmo em alguns dicionários de cogumelos ele é tratado como sendo mortal, mas em publicações científicas importantes, pesquisadores falam que se trata de um cogumelo leve e não mortalmente tóxico, e que não há fontes precisas de que o cogumelo tenha causado qualquer morte por intoxicação. Existe sim um cogumelo do gênero Amanita (Amanita Alphaloide), que é mortalmente tóxico: sua cor é branco-esverdeada e não vermelha e essa espécie sozinha é a maior causadora de mortes por intoxicação de cogumelos no mundo.



É preciso que se tenha experiência com cogumelos para o uso da amanita, já que alguns podem ser mortais. Portanto é preciso saber se o cogumelo é o certo. Algumas pessoas até recomendam o aquecimento prévio do cogumelo, para desta forma secá-lo ainda mais. A secagem diminui os seus efeitos tóxicos e aumentam o seu efeito psicodélico.




O Natal e a amanita muscaria



O Natal surge do contexto das terras frias do norte da Europa, como Escandinávia e Rússia, onde antes de ter sido convertido ao cristianismo, o natal era celebrado como o solstício de inverno, que ocorre normalmente no dia 21 de dezembro. Pinheiros são as únicas árvores que se mantém verdes em meio à neve do rígido inverno da Rússia e da Escandinávia e provavelmente por esse motivo foram escolhidos como as árvores de natal. Existem autores que acreditam que a Amanita muscaria é uma possível explicação para a tradição de se colocar bolas vermelhas nas árvores de natal, já que cresce quase que debaixo dos pinheiros. Assim há associação exclusiva entre os pinheiros e os cogumelos que crescem em suas raízes, os presentes que são deixados debaixo das árvores de natal podem ser uma referência ao lugar de desenvolvimento destes cogumelos, que eram utilizados nos rituais religiosos destes mesmos povos nórdicos de onde se originaram os símbolos de natal. 


O povo Sami da Finlândia tem uma prática muito curiosa de consumir o princípio ativo do Amanita Muscaria através da urina das renas por eles criadas, já que o organismo das renas converte toda a substância nociva ao corpo humano (ácido ibotênico) na substância responsável pelas alucinações (muscimol), tornando o cogumelo ainda mais potente para as experiências xamânicas. Logo há uma associação com as renas voadoras do natal que transportam São Nicolau, o papai Noel. Os duendes, ajudantes de São Nicolau, que é provavelmente são uma referência ao povo nativo Sami da Finlândia, que em suas vestes coloridas e em suas cabanas de madeira preservam um modo de vida milenar na Lapônia. Aliás, há uma grande associação entre duendes e substancias entorpecentes! As cores associadas ao natal são o vermelho e o branco da amanita muscaria, que coincidem com as cores do papai Noel e a coca cola. 




Eu tirei muita informação bacana desses artigos:






domingo, 23 de agosto de 2015

Lavanda e seu óleo

Oi pessoal



Uma das coisas que entra pra lista de “o que fazer antes de morrer” é visitar um campo de lavanda. Aquela vastidão roxa e o perfume com certeza devem fazer com que a gente se perca num sonho. Com certeza no mundo imaginário que eu crio, o Amandopia tem campos de lavanda. Eu gosto do cheiro dessa planta, só não curto quando são aqueles produtos de limpeza com o cheiro enjoativo de banheiro.

A lavanda é uma planta nativa da região mediterrânea, ela precisa se um clima não muito húmido e nem muito frio. É uma planta de sol ou meia sombra. É necessário que ela tome pelo menos algumas horas de sol. O solo não deve ser muito molhado e ela aguenta bem o clima seco.



Para o plantio é necessário que seja semeado superficialmente, apenas pressionando de leve as sementes no solo. Também é fácil de encontrar as mudas em viveiros. O espaçamento de uma planta a outra é de no mínimo 30cm e pode ser facilmente cultivada em vasos de 30 a 40cm de diâmetro. Seu porte é de 30cm a 2 metros e suas flores podem ser roxas, rosas ou brancas.

Infelizmente há algo em mim que não permite que nada que eu plante vingue. Eu cheguei a plantar umas mudas de lavanda e outras espécies, mas apenas o capim santo vingou.  Pode ser que eu tenha aguado muito, ou realmente eu tenho algum problema com plantas. O mais triste é que eu amo mato e quero ser paisagista... tenso para quem tem problemas de plantar.



O cultivo da lavanda é principalmente para a extração do seu óleo essencial que é muito utilizado em perfumarias e produtos de limpeza. Também há o cultivo ornamental. Sabe-se que suas flores servem de alimento para as abelhas e o mel que é produzindo a partir do néctar dessa planta é considerado de ótima qualidade. Também é plantada para uso medicinal e alimentação por conta de seu aroma.

Ela é muito utilizada como um aromatizador natural, portanto é uma planta boa para se ter em casa. Além do aroma, ela serve como analgésico, tem efeitos sedativos, anti inflamatórios, relaxante e calmante.




No misticismo a lavanda é relacionada com o planeta Mercúrio e seu elemento é o ar. Pode ser usada em banhos ou com incensos para a purificação, curar e atrair homens. Jogar a planta no fogo no solstício de verão é um tributo aos deuses e também faz com que tenhamos mais inspiração e visão. Também está relacionada ao sono e com concentração e melhor visão das coisas. Portanto é uma planta boa para se ter em casa já que nos momentos de dúvidas e confusos ela pode ajudar em pequenos rituais para abrir nossa visão. O óleo ajuda no relaxamento e melhoria de estado depressivo, trabalhando então o equilíbrio da alma ajudando nas polaridades yin yang. Ajuda a combater sentimentos inflamados, estres e dores de cabeça. Assim sendo, uma massagem com o óleo de lavanda auxilia nessas coisas.

Ela é uma erva para se ter bons sonhos e evitar pesadelos. O perfume que exala é que desperta determinados sentidos no cérebro enquanto dormimos, além de ajudar na qualidade do sono.



Por tradição, cada erva possui uma finalidade determinada. Mas também podem ser combinadas para resultados específicos. Para usá-las com o objetivo de influenciar os sonhos e ter mais calma, poderá envolvê-las numa gaze, e colocar dentro de um saco de pano. Essa prática centenária poderá ser feita todas as noites, ou sempre que considerar necessário. Quando as flores secas perderem o cheiro, deve-se trocar as flores. 

Sempre que posso compro sabonetes e sais de banho de lavanda, de fato é uma erva que eu gosto muito, ainda mais aliada aos cosméticos, coisa que eu tenho tanto vício. Geralmente quando vejo algum sabonete de glicerina de lavanda eu compro uns dois. Assim, para quem não tem a planta em casa, os cosméticos são uma fonte da gente poder ter algum contato com o cheiro e ter alguns benefícios dela.






A extração do óleo de lavanda é feito da seguinte forma:

  1. 1.       Corte os brotos de lavanda fresca ou já pode comprar seco. Corte os galhos junto com as flores, com segmentos de aproximadamente 15 cm. Para infundir o óleo, é bom que se retire os galhos grossos perto da base. O ideal é que se use as flores e os botões.
  2. 2.   É necessário que a planta seque para se obter um aroma melhor e minimizar a chance do óleo ficar rançoso. Assim, é bom que se amarrem os ramos e pendure-os num varal. Esse processo de secagem pode demorar duas semanas.
  3. 3.   Depois de seca, esmague-as suavemente num almofariz, mas é bom que as flores e botões estejam separados. Todo o material seve está bem limpo e seco para não haver contaminação, pois a água interfere na infusão.
  4. 4.    Despeje óleo sem aroma sobre as flores. Esse óleo pode ser azeite de oliva, óleo de amêndoas ou de açafrão. Cubra as flores completamente, mas deixando 2,5cm no topo para a expansão.
  5. 5.  Deixe a lavanda descansando na luz do sol. Cubra bem o pote e deixe a mistura descansando por 48 horas ou até poder sentir o aroma. Quanto mais tempo deixar, melhor. 
  6. 6.  Coe o óleo com um pedaço de musselina ou outro tecido. Descarte as flores e os pedaços da planta.
  7. 7.  Pode-se adicionar algumas gotas de vitamina E para dar mas longevidade ao óleo. Isso é recomendado se você não tiver um lugar escuro e frio para guardar o óleo. É importante que o óleo seja armazenado em garrafas ou vidros escuros.